A caneta e a borracha.

Novembro 29, 2008

Até o Ivan leu hein…eita Banes!

Mas a frase foi só pra começar mesmo. Na verdade, estou querendo começar muitas coisas, ou acabar (não apagar) velhas coisas. Dá no mesmo.

Há dias escrevo aqui, e apago, escrevo, apago….não vou  mais apagar; mesmo que fique sem nexo, ou com a vírgula fora do lugar…não vou apagar.

O certo seria escrever no papel sempre a caneta, muito mais quando o escrito é direcionado a alguém, só assim não teria como apagar, ou como pensar em escrever de forma mais bonita ou feia, sendo que o que vale foi o que acabou de escrever, sem retoques. Lápis é acessório, para fazer provas de matemática.

Nada como uma caneta, né? Não dá pra apagar. E eu não vou apagar.

A borracha é cúmplice do lápis…pô, errei! pode deixar que eu apago! (tá ficando sem nexo? eu falei que não ia apagar, agora vai ficar assim…coitada da borracha).

Mas, sempre que escrevo aqui tenho a nítida, clara e verdadeira impressão de que não sou clara….(mesmo porque clara é a borracha)…fico aqui escrevendo frases, que as vezes fazem ou não sentido pra quem lê, mas pra quem escreve, faz…só não consigo explicar o sentido. Não há nada de errado comigo não, só que às vezes tenho momentos de epifania internos. Normal para quem gosta de Clarice Lispéctor e Lya Luft, minhas professoras do olhar para dentro de si. Olhar e não apagar.

A caneta ensina. A borracha pode borrar às vezes.

Então, mas, pra variar, eu não sei onde quero chegar com tudo isso. Só sei que quero muita coisa…vai ver a conclusão é essa.